segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Umar Ibn-La'Ahad, o pai de Altair

Oiii gente :) no último post eu disse que roubaram o meu celular mas bem, eu já consegui um novo haha :D #chupa e no momento estou escutando I Hate Myself For Loving You da Joan Jett. 

Estou na Paraíba na casa da minha vovó linda amaando e estou lendo o livro da história do Altair de Assassin's Creed (Assassin's Creed - A Cruzada Secreta de Oliver Bowden),  logo no inicio do livro mostra a história do pai foda do Altair, Umar Ibn-La'Ahad, poucos conhecem a história dele já que não mostra no jogo e é uma história foda e também ajuda a entender o jogo, a historia do próprio Altair se quiserem eu posto depois :) Quem sabe assim mais pessoas passem a se interessar pelo jogo e/ou pelos livros. Recomendo lerem tudo :) Mesmo para quem nao gosta do jogo a história é legal.



         O vigia da fortaleza dos Assassinos, em Masyaf reparou nas aves e na poeira e então uma vasta mancha escura que surgiu no horizonte que de pouco a pouco projetava-se á frente destruindo tudo o que estava á diante e soou o alarme. Era dez mil soldados , o exercito de Salah Al'din, o qual estava a caminho de Masyaf com a intenção de conquistá-la e ter a cabeça do líder Assassino, Al Mualin .Shihab Al'din, tio de Salah Al'din o aconselhou fazer um acordo de paz e ter os assassinos ao seu lado, e não contra mas Salah não se comoveu e foi assim que seu exercito foi em direção a Masyaf em 1176.
         Enquanto isso, os Assassinos começaram a fortificar o castelo e a população da cidade mudou-se para algum lugar mais seguro, muitos com medo e montando barracas para abrigarem-se. O exercito começava a incendiar tudo e assim as mulheres começavam a chorar achando que os seus abrigos seriam os próximos, porem o exercito parou na aldeia dando pouca atenção ao castelo, não mandaram nenhuma mensagem ou enviado, simplesmente montaram seu acampamento.

          Na manha seguinte houve o ataque, aldeões e arqueiros se juntaram aos Assassinos e o dia acabou com mortos de ambos os lados e o exercito recuou. Logo depois Shihab Al'din subiu a encosta para se dirigir ao Mestre dos Assassinos.
- Salah Al'din tem um assunto para cuidar em outro lugar e pariu, deixando instruções para que Sua Excelência Shihab Al'din conduza as conversas - disse o enviado.
- Comece - gritou Al Mualim. 
- Umar, seja bem-vindo - dissera Al Mualim.
- Mestre - disse Umar com a cabeça curvada e voz baixa
- Veio me falar da sua missão? - perguntara-lhe Al Mualim.
      Umar confirmou que sim com a cabeça. Havia sangue em sua manga, notou Al Mualim.
- A informação do nosso agente estava correta?
- Estava mestre. Fui até o acampamento deles e como nos foi dito, o pavilhão era um disfarce. A tenda de Salah Al'din ficava perto, porem muito menos visível.
- Excelente, foi capaz de identificá-la? 
- Estava protegida com carvão e giz em volta para que meus passos fossem ouvidos.
- E não foram?
- Não mestre, eu consegui entrar na tenda do sultão e deixar a pena, como foi instruído a mim
- E a carta?
- Presa por uma adaga em seu catre.
- E depois?
- Rastejei por fora da tenda...
- E?
Houve uma pausa.
- O sultão acordou e soou o alarme. Mal consegui escapar vivo.
Al Mualim apontou para a manga suja de Umar.
- E isso?
- Fui forcado a cortar uma garganta para fugir, Mestre.
- Um guarda? - perguntou Al Mualim, esperançoso.
 Umar balançou tristemente a cabeça. 
- Ele usava um turbante e uma roupa de nobre.
Diante disso, Al Mualim fechou os olhos cansados e pesarosos.
- Não havia outra opção?
- Eu agi impulsivamente, Mestre.
- Mas fora isso, a missão foi bem-sucedida?
- Sim, Mestre
- Então veremos o que acontecerá.
         O que ocorreu foi a saída de Salah Al'din e a visita de Shihab. Al Mualim acreditou que os Assassinos tinham levado a melhor. Apenas pelo fato de terem sido capazes de deixar a pena alí, mostrava o quanto ele era vulnerável; como sua força nada adianta quando somente um Assassino consegue descobrir suas armadinhas, superar seus guardas e facilmente entrar despercebido em sua tenda enquanto dormia.
- Sua Majestade Salah Al'din aceita sua oferta de paz - disse o enviado
- Podem retirar seus homens de Masyaf.- Al Mualim aceitou a oferta
- Durante a entrega da mensagem, um dos generais de Salah Al'din foi morto. Sua Majestade exige reparação, a cabeça do culpado.
Al Mualim sorriu e ao seu lado, Umar ficou tenso.
- Pode dizer ao sultão que rejeito essa exigência. 
- Sua Excelência informa que, a não ser que concorde, uma tropa permanecera em Masyaf. Queria um acordo de paz em troca de nada? Permitiria que seu povo morresse de fome por causa de um único Assassino?
- Eu irei - cochichou Umar para Al Mualim. - O erro foi meu. É justo que eu pague por ele.
Al Mualim o ignorou.
- Não abrirei a mão da vida de um dos meus homens - gritou para o enviado.
- Sua Excelência lamenta sua decisão e pede que testemunhe uma questão. Descobrimos a existência de um espião em nosso acampamento e ele deve ser executado.
Al Mualim prendeu a respiração quando arrastaram da liteira o agente dos Assassinos, atrás dele veio um cepo de execução.
           O nome do espião era Ahmad. Tinha sido espancado, a cabeçá suja de sangue - ele era carregado para o cepo, arrastado sobre os joelhos e colocado em cima dele com a garganta para cima, um turco carregou uma reluzente cimitarra que parou no chão, apoiando as mãos no cabo adornado com joias, seguraram os bracos de Ahmad, ele gemeu um pouco, e o som alcançou até os perplexos Assassinos na torre de defesa. Todos Assassinos prenderam a respiração e sob tortura Ahmad havia confessado.
Umar estava fora de si 
- Deixe-me ir - insistiu com Al Mualim - Por favor mestre.
Abaixo deles, o carrasco deixou os pés afastados. Com as mãos, ergueu a espada acima da cabeça, sua garganta estava esticada para a lamina que brilhou. 
- Mestre - implorou Umar - , deixe-me ir.
Al Mualim concordou com a cabeça.
- Pare! - gritou Umar. - Eu sou Umar Ibn-La'Ahad. É a minha vida que vocês devem tirar. 
- Muito bem - falou Shihab para Umar. - Venha, tome seu lugar no cepo.
Umar virou-se para Al Mualim, que ergueu a cabeça com os olhos avermelhados.
- Mestre - disse Umar - , peco-lhe um último favor. Que cuide de Altair. Aceite-o como seu aprendiz.
- Claro, Umar - disse ele. - Claro.
          Houve silencio enquanto Umar descia as escadarias da torre, depois desceu a encosta pelo antemuro, passou sob a arcada e foi até o portao principal. Uma sentinela se adiantou para abrir a portinhola, e Umar curvou-se para passar por ela.
Um grito surgiu atrás dele:
- Pai.
O som de pés correndo.
Ele parou.
- Pai
        Ele ouviu a tensão na voz do filho e, ao passar pelo portão, apertou os olhos para evitar lágrimas. A sentinela fechou o portão ás suas costas.
        Tiraram Ahmad do cepo, e Umar foi puxado para dentro. A portinhola voltou a se fechar. Bracos agarraram Umar, ele foi puxado para o cepo, estendido do mesmo modo como havia sido feito com Ahmad, Umar ofereceu a garganta.

" Pai ", ele ouviu da cidadela, quando a lamina brilhante desceu cortando.


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